A IBM apresentou a versão 6.3 do Cobol, criando um novo cenário no mercado, que obriga as empresas que possuem seu negócio baseado nesta linguagem a reavaliarem o seu ambiente aplicacional e o código fonte que lhes serve de cenário. 

Se também as Pequenas e Médias Empresas devem fazer uma análise desta nova versão de Cobol, são principalmente as grandes organizações – com especial ênfase nas empresas do setor bancário e financeiro – que têm agora uma oportunidade de ouro de limparem a sua pool de código e implementarem uma versão mais atual desta linguagem, com os naturais benefícios associados a este update.

Na verdade, existe uma razão histórica para que as instituições financeiras continuem a utilizar esta robusta linguagem de programação Cobol. Na década de 70 e 80 assistimos a uma generalizada adoção de Cobol no mainframe. Por outro lado, a migração de Cobol para outra plataforma é um processo lento e dispendioso: de acordo com a Reuters, não leva menos de 5 anos e pode custar pelo menos 700 milhões de dólares. 

Além disso, o Cobol está garantido pela segurança intrínseca á plataforma mainframe em termos de proteção de informação – um argumento essencial para bancos e outras instituições financeiras. E a idade não significa um ambiente desatualizado. Na verdade, a estrutura mainframe tem evoluído e permitido que a camada mais antiga de código se interligue com as mais atuais, com interfaces de android, web, por exemplo. A integração e a adaptação é uma mais-valia.

Mas e quanto à nova versão? A gigante norte-americana IBM definiu como principais vantagens da versão 6.3, entre outras:

  1. Maior aproveitamento de recursos: a versão 6.3 permite explorar os mais recentes recursos de hardware.
  2. Performance superior: a otimização no consumo de recursos permite um desempenho mais vantajoso, que se traduz, por exemplo, numa redução de 10 a 20% no processo batch em hardware mais atual.
  3. Poupança na despesa: com um menor consumo de MSU, as empresas podem poupar no orçamento disponível.

Mas estes não são os únicos benefícios da nova versão. Na verdade, é no processo de migração que reside uma das vantagens que a equipa Vantis considera basilares. 

Este processo de migração requer que as equipas de desenvolvimento dediquem algum tempo na avaliação de impacto sobre os programas que passam a ser compilados para a versão 6, abrindo uma janela de oportunidade para se efetuar limpeza de código obsoleto.  A consequência direta desta limpeza é um código com maior qualidade e uma redução substancial no tempo em análises futuras ou implementações, dado a eliminação de instruções e relacionamentos aplicacionais que estavam presentes indevidamente no código.

Como principais preocupações para quem considera a migração para a nova versão, destaque para:

  1. Comportamento diferente: todos os programas que passem para o compilador 6.3 ou superior têm de se sujeitar a um processo de certificação. Esta validação de código assegura que ele irá responder com as mesmas características e é absolutamente essencial.
  2. Considere a identificação de código:  tenha em conta que o parque de loads em cobol e as características do parque e da sua compilação. Lembre-se de que para cada versão identificada tem de haver recompilação e certificação. O processo de migração depende do histórico de migrações de versões anteriores na instalação, claro que não se conclui do dia para a noite – é gradual para assegurar um impacto mínimo nas instalações.
  3. Tempo de limpeza: como referimos acima, porque não aproveitar a ocasião de manutenção de código para fazer a limpeza de código identificado em processos de execução que consomem recursos da máquina e tempo de análise? Falamos naturalmente de processos que estão em execução, mas que não têm utilidade ou finalidade. A ideia é identificar e eliminar esses objetos e depois partir para uma migração com um número de sources inferior ao existente.

A Vantis aufere de uma vasta experiência em Cobol e de um profundo conhecimento de mercado e disponibiliza uma solução que permite otimizar o processo de limpeza de código antes de efetuar a migração para a versão 6.3. 

A plataforma “varre” as aplicações e fontes Cobol indicadas pelo cliente, analisando e identificando todos os trechos com instruções que não serão executadas pelo programa. Garante assim que são encontrados blocos de código que não têm utilidade e Unreachable Dead Code. Nas avaliações efetuadas sobre programas reais e em uso em instituições financeiras, verificou-se que a intervenção das equipas da Vantis com o produto CLEANCODE permitiu remover 42% da lógica de código inútil, a taxa média de limpeza é superior a 10%. 

Desta forma, a migração para a nova versão do Cobol é feita com código limpo. Quer ficar a saber mais? Entre em contacto com a Vantis e veja como podemos ser-lhe úteis.